Dizendo logo de início. Nós fazemos o PicDock, um dos apps citados abaixo. Portanto não somos neutros. Em troca, aqui só há o que você mesmo pode conferir, inclusive o que o nosso app não faz.
Quase todo guia sobre transformar um tablet antigo em porta-retrato termina no instante em que a apresentação começa. Essa é a metade fácil. Sobre a outra ninguém escreve: os seis meses seguintes. A tela apaga por tempo limite, a energia cai e o tablet reinicia numa tela de bloqueio, ou o aparelho brilha no máximo num quarto às duas da manhã e acaba desligado da tomada para sempre.
Um porta-retrato não é um app que você abre. É um aparelho que precisa funcionar sem ninguém olhando, aguentar o próprio ambiente e nunca pedir nada a ninguém. Quatro coisas decidem se ele consegue.
As quatro coisas
1. A tela continua acesa?
O Android apaga a tela depois de um tempo, e esse tempo limite não liga a mínima para a sua apresentação. Um app feito para porta-retrato mantém a tela acordada por conta própria enquanto está em primeiro plano. Sem isso, você vai colocar o tempo limite do sistema em 30 minutos e mesmo assim ver a tela apagar — de longe o motivo mais comum para um porta-retrato caseiro ser abandonado.
2. Ele volta sozinho?
Quedas de energia acontecem. Atualizações de firmware também, e alguém tira o carregador para usar a tomada. Se o porta-retrato só funciona porque uma pessoa abriu o app, depois do primeiro reinício ele é um tablet mostrando a tela inicial. O que você quer é um app que se inicie sozinho quando a energia é conectada e depois de reiniciar.
3. O que acontece de noite?
Um retângulo brilhante na sala está bem às oito da noite e é hostil às duas da manhã. Há três respostas diferentes: escurecer por horário, cobrir a tela de preto deixando a luz de fundo ligada, ou desligar a tela de verdade e acordá-la de manhã. Só a terceira economiza energia e acaba com o brilho — e para isso o app precisa marcar um alarme de despertar.
4. A tela de bloqueio atrapalha?
É aqui que as pessoas tropeçam. Se o tablet tem PIN e reinicia, o app pode abrir atrás da tela de bloqueio: do outro lado da sala, não aconteceu nada. Um app que se inicia sozinho precisa ter permissão para aparecer sobre a tela de bloqueio; sem isso, o início automático não faz nada justamente nos aparelhos que mais precisam dele.
Como o PicDock faz
Sobre o nosso app, com precisão:
- A tela continua acesa enquanto a apresentação está em primeiro plano — você não precisa mexer no tempo limite do sistema.
- Início automático ao conectar o carregador e depois de reiniciar. Isso exige uma permissão do Android (Sobreposição a outros apps), que pedimos no exato momento em que você liga a opção. Não salvamos a configuração enquanto a permissão não for de fato concedida — um botão ligado com o recurso desligado é pior do que não ter botão.
- Descanso programado — com hora de início e de fim. Por padrão a tela só fica preta, e há uma opção para desligá-la de verdade; nesse caso um alarme exato a acorda no horário de fim.
- Escurecimento noturno como opção separada e mais branda — ou devolva o brilho inteiro ao aparelho e deixe o brilho automático do sistema cuidar disso.
- Aparece sobre a tela de bloqueio — mas só quando você pediu: quando esta sessão foi iniciada automaticamente, ou quando o descanso com tela desligada está ativo. Uma sessão que você abriu nunca cobre a sua tela de bloqueio.
- Ao desconectar da energia, o app pode avisar você ou se fechar sozinho — útil se o tablet também é daqueles que você leva junto.
O que não conseguimos fazer
Dois limites honestos. Um porta-retrato precisa ficar na tomada: uma tela permanentemente acesa esvazia qualquer tablet em poucas horas, e nenhuma configuração do app muda isso. E acordar uma tela que o sistema colocou para dormir não é totalmente confiável nas versões recentes do Android: nos nossos testes, um Galaxy Tab S9 FE com Android 16 não acendia a tela apenas com o mecanismo padrão, enquanto um Galaxy S8+ com Android 9 acendia. Por isso usamos dois caminhos juntos, e essa continua sendo a parte do recurso em que menos confiamos.
Em resumo
Escolha o app pelas fotos e depois confira as quatro coisas chatas: a tela continua acesa, ele volta depois de uma queda de energia, tem um programa noturno de verdade e consegue passar da tela de bloqueio. No primeiro dia não decidem nada; no sexto mês decidem tudo.
Começando agora? Comece por aqui: transformar um tablet antigo em porta-retrato digital.
PicDock — Um porta-retrato de fotos e vídeos para Android que fica ligado, se inicia sozinho na energia e dorme por horário. Dá para usar de graça, com uma opção paga para os recursos extras.